O aumento de 19,8% do mercado segurador brasileiro de janeiro a maio de 2010 fez o setor elevar a projeção resultados para este ano. Segundo a
Superintendência de Seguros Privados (Susep), a receita de prêmios no período foi de R$34,2 bilhões. O controle da inflação o aumento de renda e o forte crescimento do País são os principais fatores que alavancam o setor que tem expectativa de crescimento de até três vezes o PIB.
O presidente da seguradora Chubb do Brasil,
Acácio Queiroz, disse em entrevista ao DCI Online que se o Brasil crescer 7%, o mercado de seguro crescerá 15%. Queiroz analisa, ainda, que, se os prêmios chegaram aos R$ 32 bilhões, sem contar capitalização e o setor de saúde, podem fechar o ano em torno de R$ 70 bilhões. "Até 2013, a relação seguro e PIB deve chegar a 5%. Hoje, a relação está em 3,5%."Para o executivo, o setor mais nobre de crescimento do mercado está nos seguros massificados. "Temos mais de 50 milhões de emergentes, e essas pessoas passam a consumir."
Segundo ele, em 2008, a garantia estendida para eletrodomésticos era de 10%; hoje a cobertura é de 45%. "O setor usa criatividade. Ao invés de usar somente bancos, temos vendas de seguro nos supermercados, nas distribuidoras de energia, televisão a cabo, entre outros. Isto impulsiona o crescimento. O setor de massificados crescerá a 3 vezes o PIB."
Desde que assumiu o cargo de superintendente da Susep,
Paulo dos Santos reitera que a recuperação do poder de compra da população é um dos principais responsáveis pelo alto desempenho do mercado. Segundo ele, além de garantir os bens adquiridos pelas classes C e D, é preciso garantir a sobrevivência das famílias mais pobres, em caso de morte do seu principal mantenedor. “Assim, o seguro de pessoas reafirma a sua condição de ferramenta indispensável para o bem estar social. Eu tenho certeza que os senhores vêm direcionando o seu foco para esse nicho formado pelas camadas mais pobres da população”, diz o superintendente da Susep.
Fonte: Seguro em Pauta - Funenseg