Sindseg SC

Carta do Seguro - R$ 99,4 bilhões em vendas até maio

13/07/2018

Divulgados os dados do setor segurador de maio de 2018, não há novidades quando comparado o desempenho das grandes linhas de ramos de seguros até o mês. Permanece o protagonismo do agrupamento de Ramos Elementares, com taxas robustas de crescimento dos seguros de Automóveis, Patrimoniais, Habitacional, Transportes, Crédito e Garantias, e Rural. O mesmo se pode dizer dos Planos de Risco em Coberturas de Pessoas, com expressivos 10,9%, embora a contínua queda do ritmo dos VGBL e PGBL tenha contribuído para a estagnação da arrecadação do agrupamento de Coberturas de Pessoas.

Digno de nota é o desempenho, nesses cinco meses do ano, do Ramo Prestamista, crescendo superlativos 25,1%, na esteira da expansão do crédito pessoal. O que tem ajudado a alavancar a representatividade da linha de negócios de Planos de Risco em Coberturas de Pessoas, atualmente com 15,6% de toda a arrecadação de seguros, ex-DPVAT. Maior do que o ramo de Automóveis, com 15%.

Como antes já verificado, em abril, os Planos de Capitalização vêm incrementando o ritmo, sustentando a sua participação. A arrecadação total, até o mês de maio, foi de R$ 99,6 bilhões. As provisões técnicas nos cinco meses do ano cresceram 12,9% comparati- vamente a 2017, tendo alcançado R$ 939,4 bilhões.

O gráfico a seguir mostra o comportamento, em série de 12 meses móveis, das taxas de crescimento, segregando-as (sem DPVAT e sem Saúde Suplementar), em Ramos Elementares, Cobertura de Pessoas - Planos de Risco, Cobertura de Pessoas - Planos de Acumulação e Títulos de Capitalização. Ele contribui para demonstrar, tendencialmente, que o mercado de seguros permanece com bom desempenho, mesmo em presença do ciclo econômico volátil.

por Lauro Faria, Economista da Escola Nacional de Seguros

Em maio passado, a arrecadação em prêmios e contribuições do mercado seguradorregulado pela Susep foi de R$ 19,8 bilhões, 7,3% abaixo da arrecadação de abril. É um resultado preocupante, mas menos grave se levarmos em conta que, em termos de grandes grupos, a referida queda ficou circunscrita ao DPVAT e aos planos de acumulação, cujo peso é de quase 50% no mercado regulado pela Susep.

De fato, os aportes a tais planos somaram R$ 8,3 bilhões em maio, 18,2% abaixo do dado de abril. Desfez-se assim a recuperação desse grupo de produtos ensaiada em março e abril passados, quando os aportes cresceram fortemente sobre os meses anteriores. Os prêmios de DPVAT, de R$ 398 milhões, tiveram queda de 8,6% em maio sobre abril de 2018, 28,5% em maio de 2018 sobre maio de 2017 e 22,8% no acumulado de 2018, contra igual período de 2017, sem surpresa em função da redução do prêmio fixada pelo CNSP em fins de 2017.

No grupo de seguros de ramos elementares (exceto DPVAT), o crescimento da arrecadação foi de 3,8% sobre abril de 2018, 5,8% sobre maio de 2017 e 8,8% no acumulado de 2018 contra igual período de 2017. No grupo de planos de risco de coberturas de pessoas, as taxas de variação nessas mesmas bases de comparação foram de 4%, 7,7% e 10,9%, respectivamente. Houve, assim, manutenção do crescimento, porém, a taxas decrescentes, denotando desaceleração.

Observando os diversos ramos de seguros gerais, constatamos que a referida desaceleração ocorreu em função do desempenho de seguros de automóveis, que é o carro-chefe do grupo e cuja taxa de acréscimo caiu de 8,8% no acumulado de 2018 ante o mesmo período de 2017, para 2,7% em maio de 2018 sobre maio de 2017, e do seguro de crédito e garantias, com variações de 8% e 1,9% nesses mesmos períodos. Os demais ramos, com a exceção notável dos seguros marítimos e aeronáuticos, cuja arrecadação ainda mostra queda frente ao ano anterior, aceleraram a expansão. Isso se deu, inclusive, com o seguro de transportes (crescimento de 25,5% em maio de 2018 sobre maio de 2017 e 17,7% no acumulado de 2018 contra igual período de 2017).

No grupo de coberturas de pessoas, foram notáveis os seguintes fatos:

a) o avanço da arrecadação do seguro prestamista, cuja taxa de acréscimo subiu de 25,1% no acumulado de 2018 sobre o mesmo período de 2017 para 38,6% em maio de 2018 sobre maio de 2017, denotando recuperação do crédito ao consumidor;

b) o aprofundamento da queda da receita do seguro viagem, que passou de -7,2% no acumulado de 2018 sobre o mesmo período de 2017 para -21% em maio de 2018 sobre maio de 2017, certamente devido à desvalorização do real e

c) a já mencionada redução dos aportes aos planos de acumulação, que pode estar ligada a reorientações de carteiras de investimento em razão do cenário interno e externo de grandes incertezas.

Acresça-se a isso, conforme o Banco Central, a expectativa de manutenção da taxa Selic, de 6,5% ao ano em 2018, e aumento para 8% em 2019, que pode estar postergando maiores aportes nesses planos. Os aportes a títulos de capitalização permaneceram praticamente estáveis em maio sobre abril, mas cresceram 8,1% em maio de 2018 sobre maio de 2017 e 8,1% no acumulado de 2018 contra igual período de 2017, mostrando, portanto, recuperação.

O crescimento com relativa desaceleração do mercado de seguros é consistente com o movimento geral da economia brasileira. Desde o início do ano, o Boletim Focus do Banco Central aferiu queda da expectativa de crescimento do PIB real em 2018, de cerca de 3% para os atuais 1,53%, bem como, no caso da produção industrial, de 3,1% para atuais 2,7%. Ao mesmo tempo, a mediana das projeções do mercado para a inflação (IPCA) em 2018 subiu nesse mesmo período de 3,95% para 4,2%. No caso do IGP-DI, a projeção atual é de um acréscimo de 7,7% em 2018. Assim, a estimativa de crescimento do mercado de seguros para 2018 é de taxas positivas, mas menores do que se esperava no início do ano.

No mercado como um todo, exceto DPVAT, a sinistralidade continuou em queda, situando-se em 43,7% no período janeiro-maio de 2018, com variação absoluta de -1,8% sobre o verificado no mesmo período de 2017. A sinistralidade do grupo de seguros de ramos elementares foi de 53,5%, com queda de 1,8 ponto de percentagem na mesma base de comparação, e a do grupo de planos de risco de coberturas de pessoas, de 25%, com queda absoluta de 1,7 ponto percentual sobre o mesmo período de 2017. O índice de despesas de comercialização do mercado como um todo, exceto DPVAT, foi de 24,8% no acumulado do ano até maio, com aumento de 0,6 ponto de percentagem frente ao mesmo período de 2017, sendo de 21,9% em ramos elementares e 30,3% no grupo de planos de risco de coberturas de pessoas.

Nos primeiros cinco meses de 2018, as despesas administrativas das seguradorasreguladas pela Susep cresceram 5,9% ante igual período de 2017, o resultado financeiro caiu 14,4% e o resultado patrimonial cresceu 15,7%. Estimulado pelo aumento de receita, o lucro líquido agregado dessas empresas cresceu 6,7% nessa base de comparação. Desse modo, a rentabilidade do patrimônio líquido agregado das seguradoras reguladas pela Susep foi de 21,4%, estável em relação ao verificado em janeiro-maio de 2017.

Fonte: Sonho Seguro | CNseg

Aniversariantes Ver todos

SindsegSC - Rua XV de Novembro, 550 - Sala 1001 - CEP 89010-901 - Blumenau/SC - (47) 3322-6067 - Fale conosco
W2O Softwares para Internet

Melhore sua experiência de navegação:

O navegador que você está usando é ultrapassado e pode estar colocando seu computador em risco!
Recomendamos que você atualize seu navegador ou faça o download de navegadores modernos como os listados abaixo: você vai sentir a diferença!

Fechar Aviso