Conexão via dispositivos móveis avança significativamente

Mais uma pesquisa mostra que os meios remotos devem ter uma legislação cada vez mais amigável no mercado de seguros, tendo em vista o crescente uso da internet. Novo levantamento do TIC Domicílios 2016, divulgado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), revela que dobrou a proporção de residências que acessam a internet sem computador, quer dizer, via dispositivos móveis. A taxa evoluiu de 7%, em 2014, para 14%, em 2016. Pelo estudo, a banda larga fixa é a conexão utilizada por 23 milhões das residências do País. Ao passo que a internet móvel é a principal forma de conexão de 9,3 milhões de residências, principalmente nas classes D/E, na região Norte e nas áreas rurais. "Os resultados indicam maior presença dos acessos móveis nos domicílios brasileiros, que ocorrem principalmente por meio do uso de telefones celulares. O crescimento da banda larga móvel, contudo, ocorre com maior intensidade entre os domicílios das classes sociais menos favorecidas e em regiões que tradicionalmente apresentam conectividade mais restrita, como é o caso da região Norte e das áreas rurais", disse o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa, em reportagem publicada na Agência Brasil, nesta quarta-feira (06).

Entre as atividades, a internet é usada para envio de mensagens instantâneas (89%); e acesso a redes sociais (78%), número estável na comparação com a pesquisa anterior. Entretanto, observou-se que 17% dos usuários usaram a internet para divulgar ou vender produtos ou serviços no ano passado, enquanto essa proporção era de apenas 7% em 2012. Outro dado mostra que enquanto 70% dos usuários de internet de áreas urbanas assistem a vídeos, programas, filmes ou séries on-line, essa proporção é de 56% nas áreas rurais. Ouvir música on-line é uma atividade de por 64% dos usuários de áreas urbanas e 53% de áreas rurais. "Este indicador revela a existência de desigualdades também quanto ao tipo de atividade realizada pelos usuários a depender de condições de infraestrutura, sobretudo, quando se trata de aplicações que requerem velocidades de banda mais alta, como é o caso de streaming de vídeo. Esse é mais um ponto importante para garantir uma plena inclusão digital", afirmou Barbosa.

Segundo o levantamento, 54% das residências brasileiras estão conectadas à internet (36,7 milhões), o que representa um aumento de três pontos percentuais na comparação com 2015. A pesquisa mostra que o acesso à rede está mais presente em domicílios de áreas urbanas (59%) e nas classes A (98%) e B (91%). As residências das classes D/E conectadas à internet são 23%, enquanto aquelas em áreas rurais chegam a 26%.

Na TIC Domicílios 2016 é possível notar que em 18% das residências conectadas, a internet também é utilizada pelo domicílio vizinho, prática mais comum em casas localizados em áreas rurais (30%) e na região Nordeste (28%). Entre os principais motivos para não ter internet, 26% afirmaram que a conexão é cara e 18% destacaram falta de interesse.

A pesquisa aponta que o uso da internet por pessoas com 10 anos ou mais passou de 58%, em 2015, para 61%, em 2016. No total, o Brasil conta com 107,9 milhões de usuários de Internet. Em 2016, 93% deles utilizaram o celular para navegar, um aumento de 4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. No sentido contrário foi registrada queda no percentual de usuários que acessam a rede por meio de computador, que eram 80% em 2014 e são 57% em 2016.

Segundo o levantamento, o próprio domicílio continua sendo o principal local de acesso à internet para 92% dos brasileiros e a proporção de usuários que acessam da casa de outra pessoa (amigo, vizinho ou familiar) é de 60%.

Entre os usuários de internet pelo telefone celular, o Wi-Fi se mantém como o tipo de conexão mais mencionado por 86% dos usuários. Outros 70% utilizam a rede 3G ou 4G. Um em cada quatro usuários, o que equivale a 25%, disse ter se conectado exclusivamente por meio de Wi-Fi, hábito que é mais comum entre os de 10 a 15 anos (42%). Outros 11% acessam apenas por redes 3G ou 4G, proporção que é maior entre os de classes D/E (18%).

Fonte: CNseg