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Previdência: uma boa escolha agora pode garantir o futuro

22/12/2017

Quem poupa tem. Uma frase curta com um grande significado, principalmente no Brasil onde as incertezas econômicas trazem inúmeras dúvidas. Mas sempre é hora de reorganizar os planos e reservar uma parte da renda atual para garantir uma previdência complementar ou uma aposentadoria mais abonada, ou mesmo para acumular capital para outros fins, como garantir recursos para o curso superior dos filhos ou abrir o próprio negócio após o último trabalho com registro formal em carteira.

Todas essas circunstâncias têm feito com que o mercado de previdência privada permaneça aquecido, demonstrando um bom ritmo de crescimento - na contramão do que acontece com vários setores da economia. Em outubro passado, por exemplo, o segmento fechou com 10,3 bilhões de reais em novos aportes, índice 16,2% maior do que no mesmo mês de 2016. Boa parte desse resultado pode ser creditada à eclética carteira de produtos oferecidos pelas seguradoras. Além disso, o mercado ainda tem muito a crescer, já que, segundo dados recentes divulgados pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), apenas 13,7 milhões de brasileiros possuem planos de previdência complementar.

Com o final do ano, muitas pessoas começam a fazer o planejamento financeiro para os próximos meses, e é recomendável incluir nos planos de 2018 a escolha da previdência privada e, com isso, garantir um futuro melhor para si e para a família. No entanto, é preciso levar diversos fatores em conta. Um deles é entender o que é e para que serve exatamente um plano de previdência. "Em geral, o brasileiro ainda não tem uma cultura consolidada com relação à previdência privada. Para boa parte da população esse tipo de produto ainda é uma novidade, e muitos não entendem suas características", avalia Miguel Horvath Júnior, professor de Direito Previdenciário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Outro aspecto relevante é com relação à disciplina que esse produto exige. Previdência complementar não é um investimento a ser sacado em curto prazo. Pelo contrário: requer paciência para que atinja seu objetivo após algumas décadas de acumulação de capital. "Como o brasileiro ainda não tem essa cultura muito consolidada, é comum vermos pessoas sacando recursos para comprar um carro novo ou mesmo fazer uma viagem. E a previdência privada não foi criada com essa finalidade", ressalta Horvath Júnior.

Mais um ponto que deve ser observado é com relação à taxa de administração. Antigamente, era comum os planos cobrarem taxas de mais de 2,5% ou 3%. Hoje, em um cenário de queda de juros e maior competitividade entre as empresas que atuam no segmento, é razoável que esse índice seja em torno de 1,5%. A disciplina dos carregamentos também é essencial. Para que se alcancem os resultados esperados, é fundamental que o participante coloque em sua planilha financeira quanto pretende destinar à previdência complementar. O ideal é que os carregamentos sejam mensais. Mas também podem ter outra frequência, desde que sejam constantes.

Há riscos? Sim, sempre há. Mas isso depende muito do perfil e da idade do investidor. "Uma pessoa mais jovem pode até correr mais riscos, optando por planos mais agressivos. Se houver alguma perda, ele poderá recuperar o patrimônio ao longo dos anos seguintes. Mas, para quem já tem mais de 40 ou 45 anos, não se recomendam planos muitos agressivos. Nesses casos, é melhor optar por carteiras moderadas ou conservadoras", ressalta o professor.

Quando se deve começar a contribuir com a previdência privada e quanto deve ser reservado mensalmente? Respostas a essas perguntas são muito pessoais e dependem também dos recursos disponíveis. No entanto, o ideal é que se comece o quanto antes, pois, quanto maior o tempo de poupança, maiores serão os recursos no futuro. Com relação aos valores a serem destinados, alguns economistas sugerem uma regrinha muito simples. Dos 20 aos 30 anos de idade, devem-se reservar 10% dos rendimentos. Dos 30 aos 40 anos, cerca de 20%. Dos 50 aos 60 anos de idade, entre 25% e 30%. Para cumprir esse objetivo pode ser necessário abrir mão de alguns prazeres imediatos ligados ao consumo, mas nem sempre necessários.

Dos mais de 207.7 milhões de brasileiros, apenas 13.7 milhões têm planos de previdência complementar.

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PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) Permite o benefício fiscal na declaração de imposto de renda (IR) durante o período de acumulação. Os valores investidos no plano podem abater até o limite de 12% da base de cálculo, na declaração anual de IR. No resgate, o IR incide sobre o valor total resgatado.

VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) Os valores investidos no plano não são dedutíveis do IR. No resgate, o IR incide apenas sobre os rendimentos. As contribuições realizadas não são tributadas.

Fonte: CNseg | O Estado de São Paulo

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