Sindseg SC

Setor de transportes afeta mercado de seguros

11/05/2018

No Brasil, apenas em 2017, foram registrados R$ 4,2 trilhões em movimentação de cargas contra R$ 2,8 trilhões em 2016, segundo a AT&M Tecnologia. Isso fomentou o setor de seguro de transportes, que teve crescimento de 5,8% no ano em comparação com 2016.

Segundo boletim Conjuntura do Transporte – Macroeconomia, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), 2017 pode ter sido o melhor ano desde 2011 em termos de expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Estimativas apontam que a produção mundial cresceu 3,7% e que deve avançar 3,9% em 2018 e 2019, o que fará com que o mercado global de transporte se espalhe ainda mais.

“O mercado é fomentado justamente pela abrangência das empresas que podem contratar esse tipo de seguro, que vão desde as que produzem a matéria-prima até o produto final. O setor funciona em uma escala contínua de processos que requerem que as seguradoras sejam sempre acionadas”, declara Eduardo Michelin, head de Marine da Willis Towers Watson. “Médias e grandes empresas normalmente têm políticas globais que já fazem necessária a contratação do seguro. Já as pequenas empresas podem terceirizar a apólice quando não têm um volume significativo”, termina.

Dados da Secretaria de Segurança Pública revelaram que em 2017 o Brasil registrou 25.012 casos de roubos de cargas, um crescimento de 2,6% em relação a 2016, quando foram registradas 24.375 ocorrências, alertando para uma melhor elaboração de coberturas. “A cobertura é muito ampla. Abrange qualquer dano de causa externa sobre os itens transportados. Mas problemas de embalagem, insuficiência ou roubos internos não são cobertos. Mas, caso o problema esteja relacionado ao manuseio da carga, pode-se recorrer à apólice”, diz head da WTW.

Falta fiscalização

A pesquisa da CNT ainda revelou que no País 60% das cargas são movimentadas através do transporte rodoviário. “As transportadoras, em muitos casos, não expõem o nome da seguradora ou o número do seguro correto na apólice. Com tamanha movimentação, falta fiscalização das dos órgãos reguladores e do governo. O transportador não paga multa por qualquer diligência. O setor necessita de uma camada a mais de regulamentação”, explica Flademir Lausino de Almeida, sócio-diretor da AT&M.

Mesmo com o Brasil ocupando a sexta colocação em um ranking de 57 países em que fazer o transporte de carga é mais arriscado, segundo pesquisa realizada este ano pelo comitê de transporte de cargas do Reino Unido – o Join Cargo Committee, os executivos têm uma visão otimista para os próximos anos.

“O setor deve mudar a curto prazo. Apesar de polarizado, e com forte incidência do roubo de cargas, sobretudo no transporte rodoviário, as empresas já perceberam que esse produto obrigatório e barato quando se observa a comodidade que oferece. Com maior incidência na contratação, a precificação vai ficar mais adequada também às seguradoras”, analisa Almeida.

Já Michelin explica que “o aquecimento da economia reflete muito rapidamente no setor de transportes. 2018 deve mais uma vez deve registrar crescimento, sobretudo pela movimentação do setor automotivo”. O executivo ressalta ainda o papel das grandes empresas nessa evolução. “O mercado pede que empresas especializadas ganhem mais destaque. É natural que um setor tão amplo tenha grandes companhias se destacando. As empresas menores não acompanham pois não atendem fielmente a todas as especializações”, pondera.

Fonte: Revista Apólice | Maike Silva

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