CNseg destaca papel do seguro na resiliência climática durante o 3º Fórum IRB(P&D

O futuro do seguro passa pela capacidade de antecipar riscos, desenvolver novos produtos e ampliar o acesso à proteção. Essa foi uma das principais mensagens do 3º Fórum IRB(P&D), realizado em 26 de agosto, no Rio de Janeiro, com apoio da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Sob o tema “Não há futuro sem seguro: ciência, inovação e resiliência para ampliar a proteção”, o encontro reuniu representantes do mercado segurador, governo, academia e setor empresarial para discutir caminhos para uma indústria mais inovadora e capaz de responder aos desafios econômicos, sociais e climáticos.
Na abertura do evento, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, destacou que a parceria entre a Confederação e o IRB+RE está baseada em um objetivo comum: ampliar o mercado de seguros não apenas como atividade econômica, mas como instrumento de desenvolvimento da sociedade.
“Essa é a função do setor: manter a sociedade no seu melhor estágio de desenvolvimento. A falta de seguros significaria retrocessos permanentes no ciclo de desenvolvimento de uma sociedade.”
Para Dyogo, o desafio de ampliar a proteção começa dentro do próprio mercado, que precisa ter maior disposição para ocupar espaços ainda não atendidos. Ao mesmo tempo, é necessário melhorar a comunicação com a população. Segundo ele, pesquisas mostram que, entre aqueles que possuem seguro, a experiência tende a ser positiva, enquanto uma parcela significativa dos brasileiros que ainda não têm proteção sequer está sendo alcançada pela indústria.
O presidente da CNseg também chamou atenção para um dos maiores desafios contemporâneos do setor: os riscos climáticos. Com eventos extremos mais frequentes e intensos, a indústria precisa combinar ciência, inovação e prudência para criar soluções capazes de proteger famílias, empresas e a própria economia.
“Se a indústria de seguros não se preparar para lidar com eles, não haverá outros riscos para segurar, pois o clima afetará tudo.”
Da catástrofe à estratégia nacional

O superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, reforçou a necessidade de transformar a experiência acumulada com eventos extremos em uma estratégia permanente de resiliência. Ao lembrar as sucessivas situações de emergência provocadas por eventos climáticos, destacou que o país não pode continuar reagindo de forma pontual a cada nova tragédia.
“O evento climático catastrófico é cada vez mais frequente, cada vez mais intenso, e a nossa capacidade de previsão ainda é muito limitada.”
Octaviani defendeu a construção de uma Estratégia Nacional de Resiliência Financeira e Securitária, articulando setor privado, poder público e outras fontes de financiamento. Segundo ele, o desafio não poderá ser absorvido exclusivamente pelo mercado ou pelo Estado. A prevenção, nesse contexto, também deve ser vista como uma forma de melhorar a qualidade do gasto público.
Fonte: CNseg | Notícias do Seguro