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Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina divulga dados sobre mortes e internações por acidentes de trânsito em Santa Catarina

15/05/2018

Informações preliminares registradas pelo Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH) e pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e divulgadas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (Dive/SC) mostram o perfil de internações e óbitos por acidentes de transporte terrestre no estado em 2017.

Ao total, foram registrados 1.554 óbitos por acidentes de transporte, 80,8% (1255 óbitos), ou seja, a grande maioria, eram homens. Adultos jovens, com idade entre 20 e 39 anos, corresponderam a 44,3% (689 óbitos). Em relação à condição da vítima, 534 (34%) eram ocupantes de automóveis, 504 (32,4%) eram motociclistas, 231 (14,8%) eram pedestres, 82 (5,2%) eram ciclistas e, em 203, a condição não foi especificada.

Verificam-se também diferenças regionais em relação ao tipo de acidente e à mortalidade. Mortes de motociclistas ocorrem principalmente nas regiões Médio Vale do Itajaí, Grande Florianópolis e Nordeste. Os atropelamentos (pedestres) ocorrem com grande incidência nas regiões Nordeste, Foz do Itajaí e Grande Florianópolis. Já os mais altos índices de morte de ocupantes de automóveis são registrados principalmente nas regiões Nordeste, Alto Vale do Itajaí e Médio Vale do Itajaí.

Os municípios que registraram o maior número de óbitos por acidentes de trânsito foram Blumenau (79), Joinville (76), Chapecó (66) e São José (62).

Apesar da taxa de mortalidade ainda ser considerada elevada no estado, observa-se uma tendência de redução ao longo dos anos. Em 2007, um ano antes da instituição da Lei Seca, a taxa de mortalidade foi de 34,1 óbitos por 100 mil habitantes e, 10 anos depois, em 2017, a taxa está em 25,6 óbitos por 100 mil habitantes.

Em relação às internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em 2017, foram gastos R$ 705 milhões com autorizações de internação hospitalar. Destas, R$ 80 milhões foram por causas externas. A maior parte, R$ 37 milhões, por quedas, e R$ 17 milhões por acidentes de transporte.

Esses dados reforçam a importância da conscientização sobre os hábitos e as atitudes no trânsito, tema da campanha nacional do movimento Maio Amarelo. "As elevadas taxas de mortalidade por acidentes de trânsito, e o montante gasto pelo SUS com internações hospitalares, servem para nortear a importância do tema para Santa Catarina. Por isso, é necessário o fortalecimento das ações intersetoriais focadas na educação e comunicação, fiscalização e infraestrutura, que são os pilares fundamentais para a diminuição no número de vidas perdidas.", afirma Eduardo Macário, Diretor da Dive/SC.

Sobre a Rede Vida no Trânsito

A Rede Vida no Trânsito é uma organização intersetorial, criada em julho de 2014, que reúne diversas instituições governamentais e da sociedade civil organizada. O movimento nacional Maio Amarelo ganha cada vez mais força em Santa Cataria com a articulação entre o Poder Público e a Sociedade Civil Organizada, envolvendo os mais diversos órgãos e instituições em torno da promoção da segurança viária e da redução dos acidentes e da perda de vidas no trânsito. O principal articulador é o projeto Rede Vida no Trânsito, de Florianópolis.

As instituições participantes são:

Fonte: Diretoria de Vigilância Epidemiológica

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