Qual o valor do seguro para o segurado?

3_painel_gd.jpg
Da esquerda para a direita: o diretor da Allianz, Igor Dietz; a gerente de Comunicação e Marketing da Brasilcap, Olinda Campos; o presidente da Fenacap, Marcos Barros; a diretora da produtos da Icatu, Aura Rebelo, e o CEO da HSBC Seguros, Alfredo Lalia

Uma certeza a indústria de seguros tem: somente um mercado que é educado e educa seus parceiros e clientes financeiramente cresce e agrega valor à sociedade. Essa foi a conclusão do painel “Iniciativas de Educação Financeira – o que é seguro, para que serve, qual o valor para o segurado”, realizado na 4ª Conferencia de Proteção do Consumidor, em São Paulo, nos dias 6 e 7 de maio.

marco_barros.jpg
Marco Barros, presidente da FenaCap

Moderado por Marcos Barros, presidente da Federação das Empresas de Capitalização (Fenacap), os palestrantes expuseram as iniciativas que deram certo em suas empresas. Na seguradora Icatu, por exemplo, há anos se estuda como educar o consumidor.

“Fizemos várias pesquisas que nos mostraram que precisávamos construir algo que não fosse chato nem difícil. Duas características citadas por grande parte dos participantes dos estudos em relação ao mercado segurador”, contou Aura Rebelo, diretora da produtos da Icatu. Segundo ela, entre as pesquisas realizadas, ficou explícito que a educação financeira tinha de ser direcionada para todas as camadas da sociedade, desde do não bancarizado até o cliente com alto poder aquisitivo.

Dentro dessa realidade, a Icatu começou a construir o que chama hoje de Plataforma do Conhecimento, com iniciativas que vão de vídeos de dois minutos sobre o funcionamento dos produtos até cursos online de educação financeira. “Há uma grande demanda por cursos online. Já emitimos mais de 500 mil certificados para pessoas que concluíram a carga horária. Dá muito trabalho educar, mas é prazeiroso e enriquecedor colher os frutos deste investimentos”, afirmou Aura Rebelo.

olinda.jpg
Olinda Campos, gerente de Comunicação e Marketing da Brasilcap

Olinda Campos, gerente de Comunicação e Marketing da Brasilcap, assegurou que a simplicidade é o caminho do sucesso para a educação financeira. “Criamos muitas alternativas de educação financeira no portal da nossa empresa e do que mais nos orgulhamos como resultado é ter clientes premiados para contar suas experiências de poupar e felicidade de realizar sonhos por terem sido sorteados com títulos de capitalização”, conta, apresentando o vídeo de uma das gerentes do Banco do Brasil contando ao cliente que ele poderia realizar diversos sonhos que tinha na vida, como fazer uma bela festa de aniversário para a filha.

Alfredo Lalia, CEO da HSBC Seguros, focou sua apresentação em iniciativas que visam detectar o que as pessoas esperam do futuro quando o assunto é Previdência. Um dos projetos do banco neste sentido é a pesquisa sobre aposentadoria realizada em vários países do mundo e que se encontra na sétima edição. “Os resultados nos ajudam a criar ações mais efetivas na oferta de produtos e serviços. Não só para nós, mas para todo o mercado, pois disponibilizamos os resultados para toda a sociedade. Quem quiser, pode acessar o site que encontrará informações valiosas sobre os hábitos da população em relação a esse tema”, disse. Segundo ele, hoje está claro que é preciso conversar com as pessoas, explicando que não é preciso correr uma maratona, “mas é essencial exercitar-se um pouco a cada dia para chegar em forma fisica e financeira à aposentadoria”.

Igor Dietz, diretor da Allianz, contou à plateia sobre a experiência da seguradora com a ação educacional para jovens entre 10 e 14 anos. Chamado de “My Finance Coach”, a iniciativa sem fins lucrativos visa educar os jovens sobre o orçamento financeiro necessário para se conquistar sonhos. “Os jovens são treinados pelos colaboradoras da seguradora e o projeto, que já está consolidado em vários países, tem inicio agora no Brasil”.

Marcos Barros finalizou o painel ressaltando a importancia da educação financeira para se criar um mercado forte. “Percebemos que a educação é o que liberta e esclarece a população. É a educação que dá melhor qualidade de vida para toda a sociedade. Um distribuidor bem educado pode entregar soluções mais adequadas. Um consumidor consciente fará escolhas inteligentes. Isso cria um mercado forte”.

Fonte: CNseg