Wearables e seguros: como apps e dispositivos ajudam a reduzir a sinistralidade em 2025

Wearables, apps e prevenção já deixaram de ser “tendência de futuro” e viraram peça central na estratégia de saúde e seguro, especialmente no mercado brasileiro de seguros de saúde e vida em 2025.

Relatórios de saúde digital mostram que seguradoras e empresas estão usando dados de dispositivos vestíveis para prevenir doenças, reduzir custos e criar um novo modelo de cuidado contínuo.

Saúde digital e seguros: um mercado que explode

Relatórios de saúde digital indicam que o mercado global de saúde digital deve crescer de cerca de US$ 427 bilhões em 2025 para mais de US$ 1,5 trilhão até 2032, impulsionado por telemedicina, apps de bem-estar e dispositivos vestíveis conectados. Esses dados mostram que a combinação de tecnologia, prevenção e saúde é uma das principais tendências globais, com impacto direto no mercado de seguros de saúde e vida.

O que são wearables na saúde e no seguro

Estudos sobre saúde digital e wearables mostram que smartwatches e pulseiras inteligentes estão se tornando ferramentas centrais de monitoramento contínuo de sinais vitais, atividade física e rotina de sono. Na prática, esses dispositivos permitem acompanhar, em tempo quase real:

  • Qualidade e tempo de sono
  • Nível de atividade física (passos, minutos ativos, calorias)
  • Frequência cardíaca de repouso e em esforço
  • Variações associadas ao estresse e à fadiga

Quais dados os wearables coletam e por que isso importa para as seguradoras

Do ponto de vista das seguradoras, esses dados – sempre com consentimento do segurado – abrem uma fronteira totalmente nova na gestão de risco. Com informações mais detalhadas sobre o estilo de vida, as companhias conseguem:

  • criar planos mais adequados ao perfil de risco de cada cliente ou grupo, indo além de idade e histórico médico
  • incentivar hábitos saudáveis com recompensas (descontos, cashback, vouchers), reduzindo a sinistralidade ao longo do tempo
  • reduzir custos ao apostar em prevenção e acompanhamento contínuo, evitando internações longas e afastamentos prolongados
  • atuar antes que o problema evolua: piora consistente de sono, queda abrupta de atividade ou frequência cardíaca alterada podem acionar teleatendimento, check-ups ou orientação personalizada

Dados estatísticos: como os wearables ajudam a reduzir sinistralidade

Os dados estatísticos que sustentam a redução de sinistralidade com wearables vêm de estudos de saúde e de custos em programas de bem-estar corporativo.

Meta-análises sobre rastreadores de atividade física mostram que o uso de trackers aumenta, em média, cerca de 1.800 passos por dia, adiciona até 40 minutos de caminhada diária e reduz aproximadamente 1 kg de peso corporal em diferentes perfis de saúde.

Esses ganhos estão ligados à menor incidência de doenças crônicas, justamente as que mais pesam na sinistralidade dos planos de saúde e seguros de pessoas.

Estudos de bem-estar corporativo com wearables e apps apontam ainda que programas digitais de bem-estar podem reduzir custos de saúde do empregador em até 25%, especialmente quando a participação aumenta entre 15% e 25% graças ao uso de rastreadores e aplicativos.

Quando mais funcionários monitoram passos, sono ou nutrição, há redução de risco de doenças crônicas e tendência de estabilização ou queda dos prêmios em planos coletivos, porque as despesas médicas totais ficam menores.

Exemplo de programa de bem-estar com wearables no Brasil

No Brasil, um programa de bem-estar de uma grande seguradora de vida integra smartwatches e aplicativos de celular para acompanhar passos e batimentos cardíacos dos segurados, definindo metas semanais de atividade física. Quando o cliente atinge suas metas, recebe recompensas como:

  • vouchers de desconto em aplicativos de alimentação, transporte e entretenimento
  • benefícios em parceiros de bem-estar
  • cashback na renovação da apólice

Em um ano, esse programa já tinha cerca de 50 mil clientes engajados e mais de R$ 4 milhões em vouchers e descontos distribuídos. Relatos de participantes apontam melhora no condicionamento físico, maior controle de peso e mais adesão a exames preventivos e vacinas, reforçando a ideia de que o seguro passa a ser um parceiro ativo de saúde e longevidade, não apenas um pagador de sinistros.

Wearables também na saúde ocupacional e na segurança do trabalho

Na segurança e saúde do trabalho, wearables com sensores e inteligência artificial já são usados para monitorar sinais vitais e condições ambientais em tempo real, prever situações de risco e acionar respostas rápidas. Isso ajuda a reduzir acidentes, adoecimentos ocupacionais e afastamentos, integrando saúde ocupacional, SST e seguros de vida/saúde corporativo em um mesmo ecossistema de dados e prevenção.

Wearables: um novo ecossistema de cuidado contínuo

Na prática, a lógica do mercado de seguros deixa de ser apenas reembolsar consultas e exames e passa a ser a construção de um ecossistema permanente de cuidado. Plataformas combinam dados de wearables, apps, telemedicina, programas de bem-estar e suporte emocional para criar jornadas de saúde contínuas ao longo do tempo.

Para o setor de seguros, isso significa um novo modelo de relacionamento com o cliente, mais próximo, preditivo e baseado em dados. Para o segurado, significa ter proteção financeira e, ao mesmo tempo, uma rede ativa de apoio para viver mais e melhor, com mais informação, mais prevenção e mais benefícios no dia a dia.

Wearables: perguntas frequentes

Como wearables ajudam a reduzir a sinistralidade no seguro saúde?

Wearables ajudam a reduzir sinistralidade ao incentivar mais passos, mais atividade física, melhor sono e controle de sinais vitais, o que reduz risco de doenças crônicas e, consequentemente, diminui a frequência e a gravidade de sinistros médicos.

Quais dados os wearables coletam para as seguradoras?

Os principais dados são passos, minutos ativos, calorias gastas, qualidade e duração do sono, frequência cardíaca em repouso e em esforço, além de variações associadas a estresse e fadiga, sempre mediante consentimento do usuário.

Que benefícios o cliente ganha ao usar apps e wearables ligados ao seguro?

O cliente pode ganhar descontos, cashback, vouchers em parceiros, programas de saúde mais personalizados, acesso a telemedicina, apoio emocional e mais ferramentas para cuidar da própria saúde antes que surjam problemas graves.

Fonte: CNseg | Notícias do Seguro