Eventos climáticos elevam procura por seguros em Santa Catarina


A previsão de condições climáticas adversas vem impulsionando a procura por seguros em Santa Catarina, especialmente nos segmentos residencial e rural. O movimento foi destaque em reportagem exibida nesta terça-feira (15) pela NSC Notícias, afiliada da TV Globo em Santa Catarina, que mostrou como a preocupação com eventos extremos tem levado consumidores e produtores rurais a buscar maior proteção para seus patrimônios.

Em uma seguradora de Chapecó ouvida pela emissora, a procura por seguros vem aumentando desde 2024. Para este ano, a estimativa apresentada na reportagem é de crescimento de 20% no fechamento de contratos para clientes de toda a região.

Segundo o empresário Itacyr Centenaro, entrevistado pela NSC Notícias, entre as coberturas mais procuradas em períodos de preocupação com fenômenos como o El Niño estão aquelas voltadas a residências, propriedades rurais e veículos.

“Seguro para residencial, em razão de danos por granizo, vendaval, propriedade rural, inclusive veículos que têm essa própria cobertura”, afirmou Centenaro à emissora ao comentar os principais ramos procurados pelos clientes.

Produtores rurais buscam proteção para patrimônio e safra

O aumento da demanda também é percebido nas instituições financeiras, sobretudo entre produtores rurais. À NSC Notícias, a consultora de negócios Carliana Thomazzoni relatou uma procura crescente por proteção tanto para o patrimônio quanto para a produção agrícola.

“A gente vem tendo uma crescente muito grande de procura dos próprios produtores rurais com relação ao seu patrimônio, mas principalmente com a perda da sua safra, que consequentemente é a sua maior renda, sua produção anual”, explicou.

Apesar do avanço na procura, os índices de cobertura ainda mostram um amplo espaço para expansão do mercado. Conforme dados apresentados pela NSC Notícias a partir de informações da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), apenas 3% da produção rural brasileira conta com cobertura securitária.

“Apenas 3% da cobertura de produção rural brasileira está coberta por seguros. 3% do território que dá origem a 25% do nosso PIB brasileiro está coberto por seguros. Isso é muito baixo”, afirmou à emissora Monique Cardoso, superintendente de Sustentabilidade da CNseg.

No segmento residencial, o cenário também revela baixa penetração. Segundo os dados apresentados na reportagem, somente 17% das residências brasileiras possuem seguro. Monique destacou ainda que moradores de casas tendem a estar mais expostos aos efeitos de eventos climáticos do que aqueles que vivem em prédios e condomínios.

91% das perdas econômicas não tinham cobertura

Outro dado apresentado pela reportagem chama atenção para a dimensão da lacuna de proteção no país. Pesquisa da CNseg citada pela NSC Notícias apontou que 91% das perdas econômicas registradas em eventos climáticos, como enchentes e vendavais, desde 2024, não estavam cobertas por seguros no Brasil.

Diante desse cenário, a orientação é que consumidores que já possuem seguro revisem as condições de suas apólices para verificar quais riscos efetivamente estão contemplados.

“Quem já é cliente, já possui um seguro, é muito importante verificar a cobertura. Então, checar se tem vendaval na apólice na hora de contratar ou naquela apólice que você renova todo ano”, ressaltou Monique Cardoso à NSC Notícias.

A executiva também chamou atenção para coberturas relacionadas a danos por água, granizo e outros riscos de origem climática. A necessidade de proteção pode variar conforme as características e a exposição de cada região, reforçando a importância da análise das condições contratadas e da orientação do corretor de seguros.

Clima amplia debate sobre proteção

A reportagem também informou que a estimativa é de crescimento de 6% na contratação de seguros no Brasil até o fim deste ano. Mesmo com a expansão, os baixos percentuais de cobertura nos segmentos residencial e rural evidenciam o desafio de ampliar a proteção diante de eventos climáticos cada vez mais presentes nas preocupações de famílias e produtores.

Para quem não possui seguro e é atingido por calamidades climáticas, a NSC Notícias destacou ainda a existência de outros mecanismos de auxílio, a depender das condições e dos requisitos de cada programa. Entre eles estão a possibilidade de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em municípios com situação de emergência reconhecida, além do Proagro e de eventuais auxílios emergenciais.

Fonte: SulSeguro com informações da NSC Notícias